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  • Daniela Neder | CRO 9794

Quais os impactos do cigarro e do narguilé na saúde bucal?

O Dia Mundial Sem Tabaco é uma data para conscientizar a população sobre os malefícios do tabaco para a saúde. Além das doenças pulmonares - câncer enfisema e bronquite crônica - e do prejuízo para os ossos, o fumo também afeta a saúde bucal. E se engana quem pensa que o narguilé é mais saudável que outros produtos derivados do tabaco, pois estudos sugerem que ele seja ainda mais prejudicial que o cigarro convencional.


O uso do narguilé já é considerado como um grande problema de saúde pública pela OMS (Organização Mundial da Saúde). O uso frequente e contínuo aumenta o risco de doenças periodontais e de lesões na boca e na gengiva, além da alta exposição do usuário ao monóxido de carbono (CO). A longo prazo, o paciente fica exposto ao câncer de boca e à perda dos dentes.

Fumaça tóxica

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a fumaça do cigarro tem mais de 4,7 mil substâncias tóxicas e afeta a mucosa da boca dificultando a cicatrização e diminuindo a eficiência do sistema imunológico, o que torna o fumante mais frágil às bactérias, vírus e fungos. Além disso, essa fumaça causa ressecamento da boca e inibe a produção de saliva, deixando parte do que é consumido na cavidade oral e causando odores.


Veja quais são as principais doenças bucais causadas pelo tabaco:


Câncer bucal

A principal e mais grave doença causada pelo tabagismo é o câncer bucal, que tem entre os fumantes seus maiores índices. Sempre que a pessoa fuma, as substâncias químicas prejudiciais passam primeiro pela boca e pela garganta antes de atingir os pulmões. Com o tempo e a exposição continuada, essas substâncias podem causar mudanças na cavidade bucal. Entretanto, essa é uma doença passível de prevenção.


Halitose

Como dito anteriormente, o ressecamento da boca e a baixa produção de saliva acabam provocando a halitose. Outro fator que contribui para gerar o mau hálito é que as substâncias produzidas pela combustão do tabaco se alojam nos pulmões, garganta e nariz, aumentando os odores desagradáveis.

Manchas escuras

A nicotina adere facilmente ao esmalte do dente e escurece a sua pigmentação, deixando os dentes com o aspecto “sujo” típico de fumantes regulares. O aumento da produção de melanina também afeta os tecidos da boca, como a gengiva e as bochechas. Esse escurecimento é conhecido como melanose de fumante.


Doença periodontal (gengiva)

A doença periodontal é uma infecção da gengiva e dos ossos que dão suporte aos dentes que resulta de formações de bactérias bucais prejudiciais e pode levar à perda do dente. Porém, os fumantes têm duas vezes mais risco de desenvolver a doença periodontal do que os não fumantes. Isso porque o tabagismo enfraquece o sistema imunológico, que não consegue combater as bactérias que causam as doenças periodontais. Até o tratamento pode ter efeitos menos eficazes para um fumante porque o fumo dificulta a cicatrização da gengiva.


Outros problemas

Além dos riscos mais graves de câncer bucal e doença periodontal, o tabagismo também pode afetar os sentidos do paladar e do olfato e atrasar a recuperação após a extração de um dente ou qualquer outro procedimento dentário. O consumo regular do tabaco e a má higienização bucal podem provocar a proliferação de muitas bactérias e patologias prejudiciais para a boca e para o restante do corpo. Por isso, o ideal é abandonar o vício do cigarro o quanto antes para garantir um estilo de vida mais saudável e evitar doenças, além de consultar o dentista regularmente.

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